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	<title>Ministério Diego Inocêncio &#187; Tempo</title>
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	<description>Diego Inocêncio, cantor, músico e compositor Gospel</description>
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		<title>Crise: O tempo de crescer!</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2015 18:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Diego Inocêncio]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Aconselhamento]]></category>
		<category><![CDATA[Crescer]]></category>
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		<description><![CDATA[Em tempos de crise muitos se desesperam diante das adversidades, mas precisamos entender que esse é o momento de crescer, assim como nessa história real: Não havia no povoado pior emprego do que “porteiro da zona”. Mas que outra coisa...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em tempos de crise muitos se desesperam diante das adversidades, mas precisamos entender que esse é o momento de crescer, assim como nessa história real:</p>
<p style="text-align: justify;">Não havia no povoado pior emprego do que “porteiro da zona”. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler, nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia, entrou como gerente do prostíbulo um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento. Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao porteiro disse:<br />
– A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.<br />
– Eu adoraria fazer isso, senhor, balbuciou – Mas eu não sei ler nem escrever.<br />
– Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.<br />
– Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei aqui a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.<br />
– Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.<br />
Dito isso, deu meia volta e foi embora.</p>
<p style="text-align: justify;">O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego, mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado. Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o povoado não tinha casa de ferragens deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez.</p>
<p style="text-align: justify;">No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:<br />
– Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.<br />
– Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que…<br />
– Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.<br />
– Se é assim, está bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:<br />
– Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?<br />
– Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula.<br />
– Façamos um trato – disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?<br />
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa:<br />
– Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?</p>
<p style="text-align: justify;">O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: “não disponho de tempo para viajar para fazer compras”. Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido. De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.</p>
<p style="text-align: justify;">A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas. Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc. E após foram os pregos e os parafusos… Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:<br />
– É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.<br />
– A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.<br />
– O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto: O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?<br />
– Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o <strong>PORTEIRO DO PROSTÍBULO.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa história é verídica, e refere-se a um grande industrial chamado… <strong>Valentin Tramontina</strong>, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Geralmente as mudanças são vistas como adversidades, mas as adversidades podem nos impulsionar a crescer. As crises estão cheias de oportunidades! Precisamos ter os olhos atentos para enxergar além dos problemas. Enquanto as pessoas choram temos duas alternativas: nos juntarmos a elas e chorarmos também ou vender lenços!</p>
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